Música & Letras


Reencontrando velhos amigos

Marcelo Cesena 

Estou naquela fase de reencontrar velhos amigos, pessoas que fizeram parte de bons períodos da nossa vida.

 

Num desses devaneios comecei a recordar o tempo de conservatório, dos professores Túlio e Ormando Colaccioppo. E do tempo em que também participei do coral do conservatório, regido pelo professor Ormando.

 

Tinha uns 16 anos... a mesma idade tinha o pianista que acompanhava o coral. Forcei a memória pra lembrar melhor dele: Marcelo... Marcelo de quê mesmo? Ah, Marcelo Cesena!

 

Parece que o rapaz ralou, deu duro pra fazer a faculdade de música depois de longos anos de conservatório e teve que ralar mais ainda pra conseguir uma primeira bolsa de mestrado na Europa; às vezes eu encontrava amigos em comum, aqui pelo bairro, um dizia que ele estava em Moscou, outro dizia que era na Alemanha. Conseguiria realizar o sonho de se tornar um grande pianista e ter uma carreira internacional?

 

Então vamos pesquisar aqui na net pra ver se encontramos aquele menino...

 

Encontramos, eis Marcelo Cesena:

 

 Viajando e se apresentando pelo mundo todo. Aqui uma brincadeira bem humorada:

 

 Há dez anos radicado nos EUA, Hollywood, onde compõe trilhas para cinema. Recentemente premiado como destaque na categoria de músico brasileiro vivendo nos EUA:

  

Quem quiser conhecer melhor o trabalho dele pode visitar http://www.marcelocesena.com

Estes meus amigos...



Escrito por Luís Couto às 14h25
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Duo Siqueira Lima

Bom pessoal, convalecendo de algumas pedras retiradas da ligação do fígado p/ as saidas normais, achei estes ótimos Duo Siqueira Lima:

Rosamundo, de João Bosco, mas não achei completo

E este Tico-tico no fubá a quatro mãos:

 

 



Escrito por Afonso às 18h35
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Duca!

The Voca People

Os Cantores do Rei, the King's Singers, já mostraram aqui o que se pode fazer só com vozes, mas estes vão a todas as praias, incrível.

Nosso amigo Laert Sarrumor mandou por e-mail e vale registrar aqui também.

Abraços.



Escrito por Luís Couto às 17h34
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Foi mais ou menos assim que eu quis dizer

Ciúme amoroso e não rancoroso

Igualzinho este do Tom Jobim, quando Chico escreveu Choro Bandido com Edu Lobo.

Abraços. 



Escrito por Luís Couto às 13h17
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Um italiano carioca da gema e do jazz

Stefano Bollani - Carioca (2008)

 

Viva a net! Viva o Google, o Youtube, o Mp3tube, o Rapdshare, etc!...

Lá de Tóquio o Pituco pediu maiores informações sobre este pianista e seu novo álbum "Carioca". Encontrei tudo nesta página, inclusive o álbum inteiro para baixar:

http://pqpbach.opensadorselvagem.org/

Stefano Bollani é um brilhante pianista italiano de jazz. Nascido em Milão no ano de 1972, é como muitos italianos, apaixonado pelo Brasil e costuma tocar nossa música em suas apresentações ao lado de composições suas. Conhecido por sua vasta cultura tanto sobre a música erudita moderna quanto jazzística, Bollani - conhecido por ser um workaholic - chega a assustar com a intimidade que demonstra com nossa música, chegando ao ponto de cantar "Trem das onze", no único equívoco do disco pois ele está longe de ser um cantor. O CD foi gravado no Rio de Janeiro com músicos brasileiros e é muito bom.

É, indiscutivelmente, em disco de jazz, mas ouçam a naturalidade com que Bollani enfrenta um chorinho! Uma curiosidade digna de ser ouvida.

Stefano Bollani - Carioca - 2008

1 Luz negra (Nelson Cavaquinho)
2 Ao romper da aurora (Ismael Silva - Lamartine Babo - Francisco Alves)
3 Choro sim (Ismael Silva)
4 Valsa brasileira (Edu Lobo - Chico Buarque)
5 A voz no morro (Zé Keti)
6 Hora da razão (J. Luna - Batatinha)
7 Segura ele (Pixinguinha)
8 Doce de coco (Jacob do Bandolim)
9 Folhas secas (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito)
10 Il domatore di pulci (Stefano Bollani)
11 Samba e amor
(Chico Buarque)
12 Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu)
13 Caprichos do destino (Pedro Caetano - Claudionor da Cruz)
14 Na Baixa do sapateiro (Ary Barroso)
15 Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazareth)
16 Trem das onze / Figlio unico (João Rubinato / Riccardo del Turco)

Stefano Bollani piano, arrangements, vocal
Marco Pereira guitar
Jorge Helder bass
Jurim Moreira drums
Armando Marcal percussions
Zé Nogueira soprano sax
Nico Gori clarinet and bass clarinet
Mirko Guerrini tenor sax
Zé Renato vocal
Monica Salmaso vocal

Para baixar o álbum é só clicar aqui 



Escrito por Luís Couto às 17h09
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Um conto de Natal ao estilo Nélson Rodrigues

Diálogo da relativa e complicada relação duradoura

- Hum, hum...

- que foi?

- tá me incomodando.

- o que tá te incomodando?

- sei lá... esse seu jeito de fazer as coisas...

- que coisas?

- ah, não sei... essa coisa assim...

- assim como?

- assim... de você só enxergar o que é melhor pra você, de você só querer fazer do seu jeito.

- eu só faço o que acho melhor pra nós.

- tá bom, eu sei, mas às vezes você exagera.

- exagero como?

- precisava falar com a minha mãe daquele jeito?

- ela tava estorvando.

- tudo bem, mas ela vai embora logo, só veio passar o Natal aqui.

- isso é assunto pra se falar agora?

- não, mas é que tem outra coisa que me incomoda...

- o quê, porra?

- é que você só quer fazer as coisas pelas costas, por trás...

- tá me chamando de falso, de hipócrita, de canalha?

- não, de modo algum... eu só queria olhar nos seus olhos enquanto estamos fazendo amor...

- ah, entendi. Papai-e-mamãe, aqui vamos nós de novo.

- obrigada.

- tudo bem, na próxima vez seja mais direta.

**********************



Escrito por Luís Couto às 17h45
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Quando tem um evento mundial, e a gente nem fica sabendo, ainda bem que tem internet:

 



Escrito por Afonso às 22h18
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SANTA CATARINA: A TRAGÉDIA E OS COMÉDIAS

Achei muito pertinente, que nem formatei para o padrão aqui do blog.  Extraí do blog do Azenha, www.viomundo.com.br ,  que por sua vez extraiu do blog do Lelê Teles, http://fastosenefastos.blogspot.com :

SANTA CATARINA: A TRAGÉDIA E OS COMÉDIAS
 
A terra do vinho viu as vidas mergulharem em valas de lama e barro. Tudo ali, na terra mole de Santa Catarina, tem as fortes nuances do trágico. Estou pensando em Nietzsche nesse momento.
 
A beleza plástica das encostas, a beleza da vegetação e da gente, evoca a tudo que é apolíneo. Terra do Guga e de várias modelos internacionais e atrizes globais, terra da magia e da arte que encanta. Apolíneo.
 
E de repente, num átimo, os trovões anunciam a triunfo do Deus Dionísio. A destruição total para que tudo se renove a volte a ser apolíneo.
 
Ergamos as taças de vinho, façamos uma libação ao grande Dionísio, que dancem as bacantes, que saltem os Sátiros, que o coro anuncie o ditirambo. A vida é cíclica!
"Ora, direis, ouvir estrelas..."
 
Vamos à encenação midiática. Vamos a um simples recorte. Começarei por um exemplo. Certo dia, ainda nos tempos de Universidade, chega um jovem à sala de aula, interrompe-a e pede para que os alunos doem casacos para os que sofrem com o frio no Vale do Jequitinhonha. Eu levantei o braço e perguntei: Jovem, filho do homem, onde fica o vale do Jequitinhonha? Ele desdenhou da minha ignorância, mas respondeu-me prontamente. E eu disse, mas antes de chegar aqui à UnB você não vê que há pessoas morando debaixo de lonas negras? Não vê a tragédia aqui, dos mendigos debaixo de marquises, dos pedintes dos sinais? Sabe quanto de frio passam os que vivem em nossas periferias? Por que ir tão longe, por que escolher esta tragédia tão distante; é por desencargo de consciência?
 
Ora, fui buscar a origem disso, descobri que Dona Ruth Cardoso havia escolhido o Vale para começar o seu Universidade Solidária, o vale tava na moda, tava na mídia!
 
Era isso, o rapaz estava com os seus sentimentos direcionados pela mídia, porém insensível às outras tragédias.
 
Os dramaturgos gregos tinham na tragédia o sentido moral e didático. Toda tragédia tem essa finalidade. Veja a Paixão de Cristo que, insisto, nasce da tragédia grega e tem todos os elementos desta e a sintaxe helênica. Do que nos fala esta nossa tragédia?
 
Essa catarse, como queria Aristóteles, essa purificação interior é o meu objeto de estudo agora.
 
Ela fala muito sobre nós, sobre o nosso ethos, sobre o nosso ser social. É nesse tipo de tragédia, midiatizada, que nos vemos humanos, demasiadamente humanos: mortais, solidários, irmãos, cheios de amor e compaixão. Sem isso somos o que somos: egoístas, cínicos e insensíveis.
A tragédia nos redime!
 
De Brasília parte um comboio com toneladas de alimentos, roupas e água. O comboio ruma à Santa Catarina, onde algumas pessoas invadiram encostas para construírem suas casas e desmataram para plantar, anunciando uma tragédia.
 
No caminho, o comboio passa por várias periferias, passa por pedintes, passa por miseráveis e por gente que sofre com a seca; enfim, desfila por entre a tragédia humana de todos os dias e que por isso mesmo foi convertida em banalidade.
 
Numa cidadezinha agredida pela seca, dois meninos seminus caminham com latas d'água na cabeça. Vinham da beira de um barranco de onde extraíram, de um poço raso onde o gado magro acabou de beber e de babar, um pouco de lama limo para cozinhar em casa.
 
Os meninos vêem os caminhões passarem e perguntam ao pai que vai se achegando:
 
- Ué, Pai, onde será que vai tanta coisa?
 
Ao que o pai responde:
 
-Acho que é a cumida que o povo da cidade grande tá mandando pro povo que vive debaixo d'água; eu vi na TV.
 
E o menino ingenuamente retruca:
 
- E por que eles num deixa um pouco dessa comida aqui pra quem vive em cima da seca?
 
E do céu, tronitruante, irrompe a voz sarcástica e sacra do velho e bom Machado de Assis; imperativa:
 
"...Há entre o céu e a terra, Horácio, muitas coisas mais do que sonha a vossa vã filantropia"!
 

Lelê Teles, Brasília.

blog do Lelê Teles:
http://fastosenefastos.blogspot.com

Blog de poesias:
http://blogdoleleteles.blogspot.com/



Escrito por Afonso às 10h23
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O palhaço-presidente tinha razão

Vênus, Júpiter e a Lua

Eram cerca de 20:30 hs quando saímos do Bar de Vidro. Demos de cara com eles. Não sabíamos do fenômeno, muito menos que era raro. A lua no comecinho de sua fase crescente formava um sorriso de musa. Eu arrisquei: "é Vênus à esquerda e Júpiter à direita". O palhaço-chefe Afonso também freqüentou muito o planetário, mas achou que o menor era Mercúrio. O Kazuo não sabia se a lua crescia ou minguava. Eu tinha razão e só fiquei sabendo disso agora que vi o e-mail do Afonso. Lendo as notícias relacionadas, vi que o fenômeno aconteceu pela última vez no dia 7 de outubro de 1961 e só voltará a ocorrer em 18 de novembro de 2052. Como eu vim pra este mundo em 1967 e, pelo meu "uei ófi laife", muito provavelmente em 2052 eu já terei batido as botas de longe, creio que posso afirmar que foi uma coisa que só vi uma vez nesta vida.

Pena que não apostamos umas cervejas e porpetas, hein, palhaço!?

Leia mais clicando aqui.

Também achei este vídeo no Youtube. 



Escrito por Luís Couto às 17h27
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LUIS SALINAS



Escrito por Afonso às 23h37
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Condomínio do outro mundo

Do nosso repórter para assuntos extra-terrenos, Kazuo:

 "A minha família tem um jazigo, túmulo, cripta ou sei lá como é que se chama, no cemitério do Jardim Tremembé. Fui lá levar os meus pais no Dia de Finados para visitar os meus avós que estão lá, munido de velas, flores e incenso.

É um jazigo padrão, com seis ou oito gavetas para baixo e uma portinhola no meio. Quando estava me aproximando, para minha surpresa a potinhola se abriu e saiu um cidadão lá de dentro.

Deve ser da manutenção do cemitério!, pensei.  E cumprimentei-o:

- Oi, tudo bem?

- Ô dotô, esse túmulo é seu?

- Não é meu não porque estou vivo. Mas o que você está fazendo aí?

- Sabe como é né dotô?

(Estiquei o pescoço para dentro da portinhola e vi que nas gavetas vazias, havia um colchonete, velas, panela, cobertor e algumas tranqueiras. Parecia um quarto com duas beliches ou aqueles hotéis "casulos" que existem lá no Japão.)

- Sabe dotô, é a precisão! Não tinha onde ficar e descobri este jazigo e estava sem cadeado, vi que estava sequinho, sem goteiras e resolvi ficar aqui. Até demos uma caprichada na fachada!

A esta altura meus pais não estavam entendendo nada.

- Mas pode deixar que a gente cuida direitinho, tem até algumas rachaduras na pedra que eu até posso dar um jeito, só arrumá uns trocados, o que o sr. puder!

Agora tem um sem-teto morando no jazigo da família, querendo que eu o contratasse como caseiro e registro em carteira!!

A história ainda não terminou e nem sei como vai acabar. Sei que deixei o sem-teto lá e não sei como resolver. Talvez tenha que achar um advogado pra mover uma ação de despejo. Daqui a pouco vai virar sede regional do Movimento Sem Teto.

É isso aí."

PS.: ainda não providenciei a ligação de água e luz. 



Escrito por Afonso às 11h21
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Relembrando

Enquanto o PP, palhaço-Presidente deste blog estiver nesta (parcial) exclusão digital, vou "estar" "estando" e "postando" algumas coisas para relembrar:

Escrito por Afonso às 21h32
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Sessão Crônicas Agudas

Macuméisso, o Homem Sem Nenhum Escrúpulo

Hoje vamos falar do Homem Sem Nenhum Escrúpulo. A primeira impressão é de que se trata de um personagem, mas não é nada disso: O Homem Sem Nenhum Escrúpulo é real. É uma espécie de ser humano. É uma classe. É uma conseqüência. E é cada vez mais comum. 

O Homem Sem Nenhum Escrúpulo está por todos os lados, em todas as esferas da sociedade. Na política, nas artes, na televisão... É muito fácil reconhecer o Homem Sem Nenhum Escrúpulo - vamos chamá-lo doravante de HSNE, como faria o Veríssimo. Quer um exemplo bem simples? Lá vai: o HSNE não tem onde cair morto mas já adquiriu o seu I-Phone 3G; ele só omite o fato de que foi em 36 vezes sem entrada nas Casas Bahia.

 

Sabemos que o HSNE pode ser do sexo masculino ou feminino – obviamente; ou melhor, nasceu sob uma destas condições, mas para descrevê-lo melhor podemos dividi-lo em algumas subclasses: “G” (gay) ou “M” (metrossexual), para os que nasceram sob a condição de masculino; e “P” (patricinha) ou “L” (lésbica) para os que nasceram sob a condição de feminino.

 

O HSNE tipo “G” pinta as unhas, depila-se, nunca leu José J. Veiga, passa horas malhando, tem o abdômen tipo “tanquinho” e dá o toba. Já o HSNE tipo “M” depila-se, nunca leu José J. Veiga, passa horas malhando, pinta as unhas, tem o abdômen tipo “tanquinho”, mas não dá o toba. Pesquisas recentes mostram que o tipo “M” vem diminuindo na mesma proporção em que cresce o número do tipo “G”. Como a única característica que os diferencia é dar ou não o toba e os HSNE do tipo “M” jamais garantiram que nunca dariam o toba, é possível que este último entre em processo de extinção a qualquer momento.

 

Os HSNE que nasceram sob uma primeira condição de sexo feminino, por sua vez, possuem características mais diferenciadas. O tipo “P” masca chiclete de boca aberta, mas tem uma certa cultura, apesar de nunca ter lido José J. Veiga: conhece o nome de todos os integrantes de todos os grupos de pagode e de todas as funkeiras mulheres-frutas-e-filés que assolam o país atualmente. Gasta muitas horas de seu dia tentando se inscrever em reality-shows do tipo Big Brother. Pode parecer antipática à primeira vista, mas é extremamente caridosa, incapaz de recusar um boquete a um amigo necessitado (aconselhe-a a cuspir o chiclete antes).

 

Os HSNE do tipo “L” mereceriam um capítulo à parte, já que formam um grupo altamente organizado, com claras intenções de dominar o mundo. A única coincidência com o tipo “P” é que nunca leram José J. Veiga. Há tempos deixaram de escarrar no chão e coçar o saco. Reúnem-se em quartéis-generais espalhados por todos os cantos. Estes quartéis multiplicaram-se mais rapidamente do que templos evangélicos nos últimos anos, e são mais perigosos ainda, porque estão disfarçados em inofensivos bares de MPB, onde suas líderes promovem verdadeiras lavagens cerebrais tocando e cantando todo o repertório da Ana Carolina. Um HSNE do tipo “L” não perde tempo quando vê a possibilidade de arrebanhar novatas. Jamais (JAMAIS!) permita que uma amiga triste pelo rompimento com o namorado, ou mesmo aquela ex que você ainda quer reconquistar se aproxime de um HSNE tipo “L”. Se possível, prefira que ela entre para o tipo “P” e garanta um boquete pro futuro.

 

Há ainda muitas outras características que definem um HSNE. Não bastam as condições descritas acima. Um legítimo HSNE, por exemplo, faz aliança política no segundo turno com aquele que ele chamava de falso, hipócrita, dissimulado e vagabundo no primeiro turno. Um HSNE que se preza demite do serviço público dois cunhados que haviam sido contratados sem concurso para cargos de confiança, com salário acima dos dez mil, mas contrata suas respectivas esposas para as vagas. Mas estes assuntos são para um próximo capítulo.

 

Para encerrar, vamos dar uma receita básica para você fazer em casa o seu próprio HSNE.

 

Receita básica de HSNE

 

Ingredientes:

 

- 1 vocalista de banda EMO;

- 2 apresentadores de vendas do Polishop;

- 1 colunista da Veja (indispensável);

- ½ comentarista de futebol de programas do tipo bate-bola, preferencialmente o Roberto Avalone (é só cortar no meio). Na falta de um Roberto Avalone, pode ser um Milton Neves mesmo;

- 8 pagodeiros;

- 1 Enéas Filho;

- ½ mulher-melancia (ao cortar, dispense a parte de cima e aproveite só a de baixo);

- 2 duplas sertanejas;

- 1 Celso Pitta (pode ser substituído por fezes de Maluf, o efeito será idêntico);

- Gasolina (o suficiente para cobrir).

 

Modo de fazer:

 

Em um tacho grande junte todos os ingredientes menos os pagodeiros; estes devem ficar reservados, se possível algemados, para que não fujam, ou não toquem, o que seria mais trágico. Acrescente folhas de revista Nova (e/ou Caras) e lascas de cds de axé para temperar. Vá adicionando a gasolina aos poucos até cobrir. Risque um fósforo e proteja o rosto. Quando a labareda estiver bem alta vá jogando os pagodeiros, um a um.

Bom apetite! 



Escrito por Luís Couto às 16h41
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Já que se trata de letra e música, e por absoluta falta de tempo, mesmo porque além de trabalhar, tenho que cumprir minha escala de vôo (virtual), e garimpando novamente na comunidade e no blog do Nassif, vou dividir coisas ímpares da música, preferencialmente brasileira, salvo exceções:

Especialmente para o Palhaço-Presidente, deste blog:

João Bosco - Benzetacil ( Com Yamandu Costa):



Escrito por Afonso às 21h23
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Temas de seriados

Denise Reis, a mulher-trompete!

Mais um achado do Palhaço-Chefe Afonso, que está estreiando sua nova mansão na zona norte, um palácio de 36 cômodos construídos em torno de uma super churrasqueira.



Escrito por Luís Couto às 15h34
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