Música & Letras


Trilhos

Paulo Delfino é um grande amigo e compositor letrista. Verdadeira enciclopédia da história dos festivais de música brasileira, suas letras já venceram vários deles.

Um dia ele me deu esta letra e disse: "Barrica, faz uma música bem triste pra mim?"

Trilhos

Luís Couto e Paulo Delfino


Tem um trilho que me olha

Desde o tempo desde o trem

Deste olho de menino

Desse Deus que quase vem

Sempre trem no olho meu

Sempre trilho o olho seu

Quase sempre o tempo e eu...

Sempre quase o trilho é Deus

Todavia o tempo meu

Nos teus trilhos, no teu Deus

Sinto muito em minha vida

Esse trem que entristeceu

Estou no trilho dos teus olhos

Como o tempo e o trem

E na solidão do meu silêncio

Quando encontro com meu Deus...

Voz e violão: Luís Couto

Flauta: Dino Daia

Era pra ter um cello costurando com a flauta, mas a bicha dinamarquesa desistiu de gravar quando viu que não se tratava de um concerto para violoncelo e orquestra e que ele não ia ser o solista.

Ouça aqui

Dino Daia (sax, flautas, gaitas e afins) é instrumentista respeitadíssimo no meio musical e já trabalhou com grandes feras, inclusive do jazz, e é uma honra tê-lo como amigo e parceiro (de músicas e copos).

Conheçam melhor o trabalho de Dino Daia visitando seu site (ver links).

Esta canção foi inscrita no último Festival da Cultura, mas não foi selecionada. Espero que gostem.

Abraços.



Escrito por Luís Couto às 15h20
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Arigato

Agradecimentos

Quero agradecer ao Pituco por ter mandado lá de Tóquio a linda interpretação de "Canção para um Menino Poeta", belíssimo soneto que Carlos Castelo escreveu para seu filho Léo, jovem poeta (Poesia Sem Compromisso), e que foi musicado por mim. Agradecimentos também ao Laert Sarrumor, que publicou a canção no Blog do Língua no tópico com o título de "A Três".

CANÇÃO PARA UM MENINO POETA 

O que eu te digo, menino poeta? 
Que um dia viu minha lira e a tocou 
Com o seu som divino se encantou 
E foi flechado em cheio pela seta? 

O que eu te falo, meu pequeno artista? 
Se a poesia são mil oceanos 
Que se espraiam em diversos planos 
E em milhares de pontos-de-vista? 

Que te protejam as musas pagãs 
Que te afastes das letras malsãs 
Que tudo seja uma imensa canção 

E se na grande e infinita balada, 
tu te perderes no meio da estrada 
Te aches logo usando o coração.

Voz e violão: Pituco

Ouça aqui

Ouça também outras belíssimas interpretações do Pituco no Blog do Pituco (ver links) 



Escrito por Luís Couto às 14h43
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A Hora dos Ruminantes

 Os bois que invadiram a minha cidade

 

 Os bois que invadiram a minha cidade

 Não vieram de fora;

 Não mijaram no meu quintal

 E não bloquearam a minha porta.

 

 Os bois que invadiram a minha cidade,

 Que já não era a tão pacata Manarairema,

 Não chegaram de uma vez

 E não defecaram nas praças.

 

 Os bois que invadiram a minha cidade

 Foram, isto sim, um a um

 Me arrancando algum órgão vital,

 Apropriando-se de mim devagar e sempre.

 

 Os bois que invadiram a minha cidade

 Somam hoje trinta e seis.

 O décimo já me tirou o amor de mãe

 E o trigésimo quinto matou meu pai.

 

 Os bois que invadiram a minha cidade

 Sem minha autorização formal

 Serão, em breve, quarenta.

 Mas terão o peso de uns noventa.

 

 7/jul/2003.



Escrito por Luís Couto às 23h56
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Sessão Engov

O nosso amigo JR presenteou-me com esta singela homenagem:
 
"Para os bedelianos que gostam (e não são poucos!), abaixo o mais novo outdoor a ser instalado nas principais cidades do país, c/ a nova propaganda da Carminha... ooopppsss... Caninha 51.
Esta é uma homenagem especial ao meu amigo LCouto. "

Joaquim Roberto

 

Obrigado, JR, estou emocionado.

 

De minha parte, acrescento apenas um provável diálogo para a cena:

 

(Bush) - Mr. Lula, e todo esse etanol aqui, posso levar também?

(Lula) - Ah não, seu Busho; isso aqui é melhor a gente num bulir não... É do companheiro Luís Couto.

 



Escrito por Luís Couto às 23h12
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Sessão Merchan

Por sugestão do Afonso, o Palhaço-Chefe, e aproveitando a escatologia praticada ultimamente neste blog, aí vai mais uma obra-prima do Língua:

CAGAR É BOM (Laert Sarrumor)

Ao violão, meu vizinho Sérgio Gama

Ouça aqui

Por problemas linkísticos e de jumentice não consegui colocar o link direto para a cifra, mas segue abaixo a página de cifras do Língua no Cifras.com.br. Basta clicar em "Cagar é Bom (ao vivo)" que é a versão que eu mandei pro site e está fiel a essa gravação ao vivo.

Cifras do Língua

E tem Mais! Quem quiser conferir o vídeo desta linda canção no Youtube, é só clicar aqui

Uma questão de justiça deve ser esclarecida aqui neste tópico: "Cagar é Bom" é de autoria do LAERT SARRUMOR. O que acontece é que se procurarmos a música em buscadores ou compartilhadores de arquivos vai aparecer de tudo lá: Tom Zé, Juca Chaves, Hermes e Renato, etc. menos Laert ou Língua de Trapo. Ignorância pura ou sacanagem mesmo?

Como gritou o próprio Sarrumor outro dia:

"ESSA MERDA É MINHA, PORRA!"

E já que estamos falando de Sarrumor, vai um lembrete aí: Assistam logo mais, às 22h, no SBT a estréia do humorístico SEM CONTROLE, que tem a participação do nosso mestre linguarudo - Todas as quartas, 22h, no SBT.

Sarruma, vc me deve três cervas e um rabo-de-galo.



Escrito por Luís Couto às 17h32
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Sessão Me dá um Poema aí

  

As Meninas do Céu

 

Meu céu tem três estrelas:

Uma que olha,

Outra que pensa,

E outra que sonha...

 

São três sorrisos distintos

Que se misturam e me amam.

Três olhares como um olhar de mãe

Que me vigiam e me amam.

Três pensares racionais

Que me aconselham e me amam.

Três meninas que sonham

Um sonho de viver que eu amo tanto...

 

O meu céu tem três meninas,

Constelação única de um universo

De três dimensões:

Uma que vê,

Outra que canta,

Outra que guia...

 

Minhas três estrelas têm um Céu,

Um Sol e uma Lua.

E tudo isto é só delas:

O Céu para habitar,

O Sol para brilhar,

E a Lua – ai, ai – só Deus sabe!

 

10-02-07



Escrito por Luís Couto às 14h06
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Procura-se

LADRÃO DE MUSAS

(Flagrante da sempre sorridente Mônica Alvoso no momento em que o ladrão tentava me levar no bico pra roubar as minhas musas)

Infelizmente o equipamento da nossa repórter fotográfica apresentou um pequeno defeito na revelação da imagem, mas aí vão algumas características do larápio:

Nome verdadeiro: Desconhecido.

Vulgos: Bardanomênico (ou Bardanomaníaco); Monstro Couve-flor.

Modus operandi: 1- Seleciona muito bem as suas vítimas (musas indefesas);

                       2 - Geralmente trajando camisas floridas e chapeuzinho de gigolô, apresenta-se às suas vítimas dizendo: "Sou viado, sim, e daí?";

                       3 - As musas acabam se convencendo de que ele é inofensivo, e então ele mostra suas verdadeiras garras, convidando-as para entrar num tipo de "clubinho".     

Quem tiver informações que levem ao paradeiro deste perigoso elemento, favor entrar em contato com a Delegacia da Musa ou diretamente com o Namaste-Man.

 (Namaste-Man)                    

 



Escrito por Luís Couto às 04h36
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Sessão Cagada Nossa de Cada Dia

Essa tava engasgada.

Breve histórico para entendimento:

Aluno: Luís C. R. Couto   Escola: Pde. Antônio Vieira 

Ano letivo: 1984,  2° colegial    Período: matutino

Turma: A     Número: 5

Disciplina: matemática       Professor: Joel

Nota final: 0,0 (zero)

Dia da prova final, eu precisava de um dez pra passar. Odiava matemática. Me deu diarréia. Foi a única vez na minha vida que deixei inscrições na porta de um banheiro. Os termos eram estes:

"São 7:15h. Estou cagando agora pra não cagar na prova daquele cuzão do Joel."

Depois da prova me deu diarréia de novo:

"São 11:40h. Caguei na prova também."

Retratação à Matemática: Dona Matemática, eu não odiava a senhora. Levei anos para descobrir isto. Eu odiava mesmo era aquele grandissíssimo filho de uma puta, cuzão, corno e lazarento do Joel, com aquela mania de chamar todo mundo pelo número:

- Senhor cinco, sua nota é zero e o sr. está reprovado.



Escrito por Luís Couto às 03h22
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Crônicas agudas

Para os meus amigos do Língua.

 

Memórias Trapísticas I

 

Anos oitenta, eu devia ter uns dezesseis ou dezessete... Chego em casa ansioso e um pouco assustado.

 

- O que é isso aí atrás?

- Ãhn? Err... Oi, pai, não sabia que o senhor já estava em cas...

- É revista de sacanagem, né muleque?

- Ãhn?... Nã... Não, não é nada não...

- Como não é nada? Dá isso aqui! Hum? O que é isso?

- É só um disco, pai... Elepê.

- Tá. Tô vendo que é um disco... "Como é bom ser punk"? Que merda é essa? 

- É... É só música, pai...

- Música, né? Sei, sei, música de punk, de gente transviada, drogada, sem rumo na vida...

- Não, pai, é música séria e...

- Séria?? – meu pai estava quase chorando nessa hora – Quer dizer que depois de oito anos de conservatório que eu me matei pra pagar pra você estudar música decente, você me aparece com estas porcarias?

- Mas, pai...

- Eu vou é quebrar esta porr...

- NÃO, PAI! Por favor! – Eu é que estava chorando nessa hora.

- Tá, tá bom... Toma. – Ele se acalmou um pouco e me devolveu o disco, ainda com os olhos bem vermelhos de raiva – Não vou quebrar, mas quero saber só mais uma coisa: Onde você arranjou dinheiro pra comprar essa merda?

- Economizei durante um mês parte do dinheiro que o senhor me dá pro lanche da escola.

- Ah, quer dizer que o do lanche tá sobrando, né? Bom saber...

- Posso ir pro meu quarto agora, pai?

- pode... Ah, só uma última recomendação: Não se atreva a colocar essa porcaria na vitrola quando eu estiver em casa.

 

No dia seguinte, logo depois que ele saiu pra trabalhar, eu ouvi o disco umas três vezes e depois fui pra escola com metade do dinheiro do lanche. Dava pra meio misto-quente e uma caçulinha.

 

27-03-07.



Escrito por Luís Couto às 15h19
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De repente, poesia

Soneto da Lua

  

Mais bela que esta lua prateada

Que me trouxe pra casa em devaneios,

No quintal me encantou com olhos cheios

E deu-me luz – de teu olhar roubada;

 

Mais pura que a nudez da lua fria

A banhar meus delírios fervescentes,

Intensa com seus raios reluzentes,

Dor latente, insistente romaria.

 

Mais ferrenha que a fé do moribundo,

Maior que a maior grandeza do mundo,

É a musa inspiradora da minha arte.

 

Que presente se compara a esta lua?

Que outras faces meu canto me insinua?

Que outro existir senão para cantar-te?

 

27/3/07 - agorinha mesmo.



Escrito por Luís Couto às 12h48
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Sessão Engov

Por que eu bebo???? Porque sóbrio eu sou um porre!

Escrito por Luís Couto às 23h31
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Agenda

Luís Couto (solo):  

Todas as quartas: (a partir das 19h) Armazém 165 - Rua Dr. Cesar, 165, Santana - F: 2099-1445.

 


 

Luís & Omar:       

 

Todas as sextas (a partir das 21h) – Taberna Sherwood – Av. Luiz Dumont Villares, 1012, Parada Inglesa -  F. 6973-2925;

 

Todas as quintas (21h) e sábados (22h) – Praia da Boa Viagem – R. Tuim, 839, Moema (esq. Com Av. Pavão) – F. 5044-6929.

 

Espero vê-los em breve em algum desses botecos.

 

 



Escrito por Luís Couto às 17h18
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Exercício lingüístico - 2

Analise morfologicamente o texto abaixo, retirado de um blog em internetês:

"Huahuahua!!! Soh dah eu lah perdida!!! I tbm vc esqceram di sitar a Karime q tah meiu escondidinha maix tbm faix parti dah fotu! Huahuahua!!! Gurias amuh vcs di montaum, vcs saum mtuuu especias!!! (eu sempre screvo a msm coisa, maix num tm u q screv!) Ahh...tow induu! Bjok's!!!"



Escrito por Luís Couto às 16h34
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Isto é o meu Brasil

Esta imagem foi capturada pelas lentes maravilhosas da sempre atenta Mônica Alvoso. Ao encontrar esta foto nos meus arquivos, lembrei-me de uma frase de meu saudoso pai que ultimamente eu ando repetindo muito por aí:

- Ai, que saudade do Figueiredo e da gonorréia.



Escrito por Luís Couto às 16h15
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Cifra da Semana

Tragédia Afrodisíaca (Carlos Melo e Guca Domênico)

Do primeiro álbum do Língua de Trapo, o famoso Azulão, de 1982 - Lira Paulistana

Veja_aqui a letra cifrada,

Para ouvir a música clique_aqui



Escrito por Luís Couto às 21h19
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Sessão "Cagada Nossa de Cada Dia"

Primeiro ovo do ano:

Meu filho ganhou hoje seu primeiro ovo de Páscoa deste ano. Deixou-o fechadinho aqui e foi brincar na casa do amiguinho.

Estou agora olhando para o último naco do chocolate e pensando: Deixo pra ele ou detono logo e depois me mato?



Escrito por Luís Couto às 20h05
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Exercício Lingüístico

Vamos misturar significantes e ver o que acontece com os significados?

   Verboguerra

Enquanto os bestiumanos e fedorrágicos povélicos

Digladiam-se aos esterbates sangricidas ignoucamente,

Nós, sub-meridiequadores uspiniquins,

Disbatemos as linguações da antropomunicação...

E cá no tropiquente paradigmístico país,

Que tenta ainda errasquecer a inaniséria,

Esses disetnisformes adconjugam em paz

Os nossos verbogramas.

 

                                                                                     abr/2003

 



Escrito por Luís Couto às 19h07
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Música & Letras

Música & Letras quer falar de música (óbvio!, Dâannn), literatura geral, poesia e humor.

(Foto: Mônica Alvoso)

Saúde!

 



Escrito por Luís Couto às 18h21
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