Música & Letras


SANTA CATARINA: A TRAGÉDIA E OS COMÉDIAS

Achei muito pertinente, que nem formatei para o padrão aqui do blog.  Extraí do blog do Azenha, www.viomundo.com.br ,  que por sua vez extraiu do blog do Lelê Teles, http://fastosenefastos.blogspot.com :

SANTA CATARINA: A TRAGÉDIA E OS COMÉDIAS
 
A terra do vinho viu as vidas mergulharem em valas de lama e barro. Tudo ali, na terra mole de Santa Catarina, tem as fortes nuances do trágico. Estou pensando em Nietzsche nesse momento.
 
A beleza plástica das encostas, a beleza da vegetação e da gente, evoca a tudo que é apolíneo. Terra do Guga e de várias modelos internacionais e atrizes globais, terra da magia e da arte que encanta. Apolíneo.
 
E de repente, num átimo, os trovões anunciam a triunfo do Deus Dionísio. A destruição total para que tudo se renove a volte a ser apolíneo.
 
Ergamos as taças de vinho, façamos uma libação ao grande Dionísio, que dancem as bacantes, que saltem os Sátiros, que o coro anuncie o ditirambo. A vida é cíclica!
"Ora, direis, ouvir estrelas..."
 
Vamos à encenação midiática. Vamos a um simples recorte. Começarei por um exemplo. Certo dia, ainda nos tempos de Universidade, chega um jovem à sala de aula, interrompe-a e pede para que os alunos doem casacos para os que sofrem com o frio no Vale do Jequitinhonha. Eu levantei o braço e perguntei: Jovem, filho do homem, onde fica o vale do Jequitinhonha? Ele desdenhou da minha ignorância, mas respondeu-me prontamente. E eu disse, mas antes de chegar aqui à UnB você não vê que há pessoas morando debaixo de lonas negras? Não vê a tragédia aqui, dos mendigos debaixo de marquises, dos pedintes dos sinais? Sabe quanto de frio passam os que vivem em nossas periferias? Por que ir tão longe, por que escolher esta tragédia tão distante; é por desencargo de consciência?
 
Ora, fui buscar a origem disso, descobri que Dona Ruth Cardoso havia escolhido o Vale para começar o seu Universidade Solidária, o vale tava na moda, tava na mídia!
 
Era isso, o rapaz estava com os seus sentimentos direcionados pela mídia, porém insensível às outras tragédias.
 
Os dramaturgos gregos tinham na tragédia o sentido moral e didático. Toda tragédia tem essa finalidade. Veja a Paixão de Cristo que, insisto, nasce da tragédia grega e tem todos os elementos desta e a sintaxe helênica. Do que nos fala esta nossa tragédia?
 
Essa catarse, como queria Aristóteles, essa purificação interior é o meu objeto de estudo agora.
 
Ela fala muito sobre nós, sobre o nosso ethos, sobre o nosso ser social. É nesse tipo de tragédia, midiatizada, que nos vemos humanos, demasiadamente humanos: mortais, solidários, irmãos, cheios de amor e compaixão. Sem isso somos o que somos: egoístas, cínicos e insensíveis.
A tragédia nos redime!
 
De Brasília parte um comboio com toneladas de alimentos, roupas e água. O comboio ruma à Santa Catarina, onde algumas pessoas invadiram encostas para construírem suas casas e desmataram para plantar, anunciando uma tragédia.
 
No caminho, o comboio passa por várias periferias, passa por pedintes, passa por miseráveis e por gente que sofre com a seca; enfim, desfila por entre a tragédia humana de todos os dias e que por isso mesmo foi convertida em banalidade.
 
Numa cidadezinha agredida pela seca, dois meninos seminus caminham com latas d'água na cabeça. Vinham da beira de um barranco de onde extraíram, de um poço raso onde o gado magro acabou de beber e de babar, um pouco de lama limo para cozinhar em casa.
 
Os meninos vêem os caminhões passarem e perguntam ao pai que vai se achegando:
 
- Ué, Pai, onde será que vai tanta coisa?
 
Ao que o pai responde:
 
-Acho que é a cumida que o povo da cidade grande tá mandando pro povo que vive debaixo d'água; eu vi na TV.
 
E o menino ingenuamente retruca:
 
- E por que eles num deixa um pouco dessa comida aqui pra quem vive em cima da seca?
 
E do céu, tronitruante, irrompe a voz sarcástica e sacra do velho e bom Machado de Assis; imperativa:
 
"...Há entre o céu e a terra, Horácio, muitas coisas mais do que sonha a vossa vã filantropia"!
 

Lelê Teles, Brasília.

blog do Lelê Teles:
http://fastosenefastos.blogspot.com

Blog de poesias:
http://blogdoleleteles.blogspot.com/



Escrito por Afonso às 10h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O palhaço-presidente tinha razão

Vênus, Júpiter e a Lua

Eram cerca de 20:30 hs quando saímos do Bar de Vidro. Demos de cara com eles. Não sabíamos do fenômeno, muito menos que era raro. A lua no comecinho de sua fase crescente formava um sorriso de musa. Eu arrisquei: "é Vênus à esquerda e Júpiter à direita". O palhaço-chefe Afonso também freqüentou muito o planetário, mas achou que o menor era Mercúrio. O Kazuo não sabia se a lua crescia ou minguava. Eu tinha razão e só fiquei sabendo disso agora que vi o e-mail do Afonso. Lendo as notícias relacionadas, vi que o fenômeno aconteceu pela última vez no dia 7 de outubro de 1961 e só voltará a ocorrer em 18 de novembro de 2052. Como eu vim pra este mundo em 1967 e, pelo meu "uei ófi laife", muito provavelmente em 2052 eu já terei batido as botas de longe, creio que posso afirmar que foi uma coisa que só vi uma vez nesta vida.

Pena que não apostamos umas cervejas e porpetas, hein, palhaço!?

Leia mais clicando aqui.

Também achei este vídeo no Youtube. 



Escrito por Luís Couto às 17h27
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem
Histórico
Outros sites
  Agenda 2008
  Língua de Trapo
  Castel-O-Rama
  Poesia Sem Compromisso
  Blog do Língua
  Pílulas e Pilhas
  Cifras
  Rádio Matraca
  Blog do Pituco
  Dino Daia
  Cadastro Nacional de Músicos
  Marcelo Malta
  Pedro Conceição
  Paulo Paulada Show
  Sopa de Letras
  Blônicas
  Site do Aran
  Blog Genérico
  Duemaestri
  Luís Couto no Palco MP3
  Língua de Trapo no Palco MP3
  Blog do Zé Geral
  Guca
Votação
  Dê uma nota para meu blog